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RECEBEU UM PRESENTE ESPECIAL DE GILCE DUARTE CORTES
 
30/07/2020
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CÂMARA DE VEREADORES DE IRETAMA RECEBEU PRESENTE ESPECIAL DE GILCE DUARTE CORTES

Na tarde desta quinta feira (30/07/2020) a Câmara Municipal de Iretama recebeu um  belíssimo presente de Gilce Cristina Duarte de Oliveira Côrtes, onde ela entregou uma paleta de tinta, contendo três pinceis, além de uma camisa da Seleção Brasileira de Paraciclismo, a qual ela representou o país nos Jogos Parapan em Lima – Peru em 2019. “Dedico minha Arte e o Esporte à Iretama Terra Amada! A minha eterna gratidão por tudo que vivi e representei aqui, e a todos que residem, o meu imenso carinho! Da arte pro esporte...Assim Deus quis! – Gilce Duarte Cortes”. .

A Presidente da Câmara Mônica Flores Gonçalves de Souza, recebeu em mãos o presente para a Câmara e ficou encantada com tanta delicadeza e generosidade, agradecendo imensamente pelo lindo Presente. “A Câmara Municipal agradece seu carinho dedicado, através deste singelo gesto, a todos iretamenses. Você é uma inspiração para todos que conhecem sua historia, poderia ter guardado par si sua última paleta e seus últimos pinceis, mais preferiu compartilhar conosco. Que Deus na sua infinita bondade te abençoe sempre. Mônica Flores.”

 A Sra Gilce Cristina Duarte de Oliveira Côrtes é um exemplo de mulher/cidadã que ajudou (e ainda ajuda) a escrever a história de Iretama. Ela têm o titulo de cidadã honoraria pela contribuição ao Município de Iretama como o desenvolvimento das Artes Plásticas em favor da comunidade, do Esporte em favor do Paraná e do Brasil, além da divulgação do nome do município “Iretama”, como sendo lugar de bons artistas e atletas que colaboram para o desenvolvimento da cultura do País.

 

 Segue um breve relato da história de Gilce Cristina Duarte de Oliveira Côrtes:

 

 Gilce Cristina Duarte de Oliveira Côrtes, nasceu no município de Peabiru -PR, irmã gêmea de Gilson, e filha de Gezulino Duarte de Oliveira e Neusa Regina Ossowski de Oliveira.

Mudou-se para Iretama - PR aos cinco anos de idade junto de seus pais e irmão. Nessa cidade de Iretama, Gilce estudou, se formou até o segundo grau, e construiu parte de sua história. Desde pequena demonstrou suas habilidades para as Artes. Seus pais então, desde cedo, perceberam esse talento. Talento este herdado do seu avô materno João Ossowski, seu maior incentivador.

Em 1993 começou seu trabalho na arte desse Município, ministrando aulas de Artes na Casa da Cultura de Iretama. Mais tarde, entrou na APAE como educadora de Educação Artística, onde desenvolveu vários projetos, como o “APAExone-se” levando os alunos dessa entidade a vários municípios da Comcam com obras de artes elaboradas por eles, além de projetos voluntários com os mesmos em prol de levar a arte a todos sem barreiras.

 Nesse mesmo período, formou-se em Artes Plásticas, com Pós-Graduação em História e Arte, e Pós-Graduação em Gestora e Agentes Culturais. Participou de várias exposições, simpósios culturais, continuando a ministrar cursos municipais e particulares de Artes Plásticas.

Foram anos de dedicação e amor à Arte, levando o nome de Iretama a nível nacional e internacional, ganhando destaque em Salões de Artes Contemporâneas.

Gilce foi uma multiplicadora da Arte e executava desde esculturas, à pinturas, gravuras e xilogravuras. Em suas obras retratava seus sentimentos, de modo especial, a figura humana por suas formas. Diz a artista: “Deus criou o homem com uma beleza extraordinária, que só pode ser vista com os olhos do coração. É maravilhoso ter o dom de fazer Arte e, acima de tudo, ser Arte. Vivendo nesse mundo conturbado, onde é difícil conseguir um espaço para desenvolver o nosso potencial, tudo que nos rodeia (esquemas) abafa o nosso eu”. “Temos que lutar, romper barreiras, vencer desafios, para não nos tornarmos máquinas de xerox, “reprodutores de ideias impostas”, pois estaremos fazendo a verdadeira arte do século: aquela que mexe, que incomoda a sociedade, mas que tem o grande poder de transformar, de contribuir para a construção de um mundo melhor.” “A arte do nosso século deve viver de mãos dadas com a liberdade. O artista deve ser ousado porque a arte não conhece problemas e soluções que não sejam os que a vida lhe impõe e lhe oferece no seu ritmo inviolável. Também não podemos permitir uma arte despida do passado, mas temo que querer a nossa arte surgida das lutas e das conquistas, que acresce e se resolve em nós e só pode se exprimir através dos problemas que atormentam a criação artística contemporânea. O público parece não estar preparado para tantas inovações”.

Hoje, Gilce vive das lembranças da Arte; sua maior paixão, pois ela vive, respira e se alimenta da Arte, mas a vida, sempre prega peças com todos, e com a Gilce não foi diferente. Seu último grande feito foi concorrer a um concurso na Espanha, na cidade de Pego – Alicante - Espanha, onde centenas de artistas do mundo inteiro participaram, e ela com sua obra “Pensamentos, Emoções e Sentimentos” foi classificada fazendo parte do livro da “Galerías Fivars”.

Uma de suas últimas obras pintou a sua paixão: figuras humanas. Porém, detalhes ficaram difíceis para reproduzir, podendo ser notado na característica do perfil artístico onde antes pintava olhos, mãos, detalhes, que com o tempo ela escondeu nas telas com seus traços fortes e cores vibrantes.

Em 2003, descobriu uma doença rara, genética e degenerativa da visão - Retinose Pigmentar. Isso abalou um pouco seu psicológico, e teve que driblar as dificuldades com o avanço da doença. Com a perda de seu avô materno, abalou ainda mais a sua carreira, enfrentou momentos de fragilidades, e logo em seguida, foi diagnosticada com fibromialgia, e por isso, deu um tempo à Arte para tratamentos intensivos e internamentos em Curitiba – PR, onde lá, descobriu ser portadora de Síndrome de Usher (doença degenerativa da visão - Retinose Pigmentar junto à perda auditiva). Mesmo diante de tantas lutas e dificuldades, sempre lutou para vencer e superar os obstáculos, não se entregando às tantas surpresas que a vida lhe impunha.

Em 2010, se casou com Rodrigo Hélenton Borba Côrtes, seu admirador e incentivador também na Arte, onde Gilce se mudou para Maringá - PR.

Com o tempo, se fez necessário à aceitação da síndrome, então se reinventou, onde foi preciso se redescobrir em nova fase. Hoje, possui 5% (Cinco por cento) de visão e perda auditiva profunda, e tem que defrontar-se com o trauma psicológico e se adaptar à nova realidade em que se encontra. O processo de superação não é fácil. Precisa muito da ajuda da família, dos amigos, e atitude pessoal. Com o abandono a sua carreira artística, encarou de frente esse desafio e decidiu se reinventar, migrando das Artes para o esporte (paraciclismo).

 Hoje, Gilce treina em média 20 horas semanais, tendo como piloto Lorena Oliveira, com uma vasta experiência no ramo. Surgindo assim, há um ano e meio, o pedal - Paraciclismo na classe Tandem WB. (Categoria para deficientes visuais), sendo a primeira e única paranaense a disputar esse esporte no Estado, se destacando em âmbito Nacional e Internacional, conquistando algumas medalhas importantes no país, onde teve o mérito de convocação pela Seleção Brasileira para representar o Brasil, nos Jogos Parapan-americanos 2019 que ocorreram em Lima-Peru no mês de agosto/2019. Conquistando o sexto lugar em sua categoria e pontuando no ranking Mundial UCI, União Ciclística Internacional.

A doença não para, as limitações vão surgindo, as adaptações são constantes, e assim, se formou em BRAILE, e, atualmente estuda orientação e mobilidade para aprender a lidar com independência conforme as limitações vão surgindo, e o pedal tem dado o suporte e sentido à vida conforme ela relata. Como ela diz: “A cada dia uma forma de me superar e vencer os obstáculos, precisamos ter Fé para nunca desistir, força para suportar as dificuldades e foco para atingir os objetivos”!

Da Arte pro Esporte… Assim Deus quis! (Gilce Côrtes)

 
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